Mon Amour

...

O prazer de ser quem se é

Postado por - 09/06/2015

Textos   0 comentários

tumblr_nat2ump3aB1qhb0aoo1_1280

Para ouvir lendo.

Por muitas e muitas vezes tentei mascarar o meu eu interior, não tentando ser alguém diferente, mas tentando me preservar de uma possível situação “constrangedora” ou para poupar uma leve estranheza alheia.  Eu sei que isso não é algo fácil de explicar, mas mesmo assim não vou deixar de tentar.

Eu sempre fui tímida e quando mais nova, fui alvo de diversas piadinhas (vulgo bullying) de colegas na escola (ou por ter dentes para frente quando criança, ou por ser alta demais na pré-adolescência ou por usar aparelho e me vestir de forma “estranha” na adolescência…) e creio que isso fez com que eu passasse a me preocupar em como “os outros” iriam reagir ou em que iriam pensar. Por esse motivo e outros tantos, passei então a me comportar da maneira considerada “normal” e aceitável, comecei a cursar uma faculdade de nutrição logo após me formar no ensino médio, arrumei um emprego “normal”, tive relacionamentos “normais”, enfim, segui o percurso “normal” da vida. Como meu subconsciente já previa, a realização de um medo interno se tornou real; tudo deu errado.

Agora com meus 25 anos e após um pouco relutância a vida me trouxe ao momento em que me encontro hoje, a tal faculdade foi trancada e deu lugar a faculdade de publicidade, há cerca de um mês sai de mais um emprego “normal” e recentemente meu último namoro terminou. Agora estou aqui à deriva e sem ter alguém para culpar, além de eu mesma. Se eu tive medo de uma mudança tão “radical” assim? Sim, eu tive e ainda estou, mas acredito que há riscos que valem à pena de serem corridos. Eu sei que visto de fora, algumas coisas parecem um erro, mas eu cansei de ficar adiando e sonhando com um futuro que nunca chega, eu resolvi parar de idealizar e me concentrar em usar todas minha energias para um bem maior: me autoconhecer. Não estou em busca de ”auto definição”, afinal o autoconhecimento é um hábito que se torna constante ao passar da vida, como já disse Oscar Wilde “definir é limitar”, eu já sei muito bem do que gosto e o que não gosto, mas o objetivo é que agora eu preciso descobrir pelo o que sinto paixão.

Não é questão de egocentrismo, estou falando de amor próprio sim, mas também de sentir prazer e orgulho em ser quem se é. Não estou aqui tentando convencer alguém a largar o emprego, a faculdade, o namoro/noivado/casamento e de que isso fará tudo se torne maravilhoso (até o presente momento não está sendo assim pra mim). Vamos ser realistas, eu sei que todo mundo tem conta pra pagar, mas é preferível lavar pratos recebendo um salário modesto e estar internamente feliz a passar o resto da vida em um emprego com o salário dos sonhos que te faz sentir miserável. O que posso te garantir no momento é que, se você está se sentindo preso ou mau por estar em certa situação, onde na maioria das vezes foi você mesmo que se colocou, fazer uma dessas coisas citadas acima poderá sim evitar maiores frustrações (sua e/ou de terceiros) e tomar essa decisão com certeza o deixará mais leve. Talvez você descubra que era a coisa certa a se fazer e que seu único arrependimento é não ter tentado mudar alguma coisa antes. Se essa foi a decisão certa a ser tomada pra mim? Estou sentindo que sim. Se as coisas realmente irão dar certo? Só a vida irá me mostrar.

 Imagem

*Eu não sou a dona da razão ou a pessoa mais experiente do mundo, mas resolvi escrever esse texto como uma forma de desabafar e de pedir desculpas pelo meu sumiço. Eu sei que esse texto pode ser algo irrelevante e que talvez não vá acrescentar em nada na vida de muita gente, mas se ao menos um serzinho o ler na hora certa (aquela em que estava precisando), ter pausado o seriado alguns minutos na minha madrugada para escrevê-lo terá valido à pena. Espero poder compartilhar aqui com vocês pedaços dessa minha “nova fase” e encontrar também uma identidade para o blog cada vez mais haver comigo. Continua nos próximos capítulos…

Haha, beijos,

Eve

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *