Mon Amour

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Um corpo é um corpo 

Postado por - 26/07/2018

Comportamento, Saúde   0 comentários

amor

E por muitas vezes eu quis não pertencer ao meu, quis comparará-lo, moldá-lo, trocá-lo… Busquei transformá-lo em uma realidade que não condizia com a dele. Já quis ser mais baixa, mais magra, com “menos isso e mais aquilo”. Com o tempo fui começando a ficar apenas frustrada, teve épocas que comia salada a semana toda e compensava tudo (ou o dobro) em apenas um dia (ou uma noite). Eu não sabia o porquê de me sentir cada vez mais infeliz comigo mesma, já que na minha cabeça eu me esforçava tanto.

Hoje em dia eu percebo que o principal motivo de tanta frustração é que eu estava fazendo escolhas pelos objetivos errados. Tudo que escolhi, todas as coisas que fiz ou deixei de fazer e me trouxeram infelicidade foram feitas para os outros. Eu queria ser mais bonita aos olhos dos outros, queria parecer com a garota da capa da revista porquê estar fora daquele padrão parecia “inaceitável”, até comecei a cursar nutrição porquê na época parecia o certo a se fazer. Acabei frustada, deprimida e acabei me odiando ainda mais.

Quando eu digo e repito que você deve fazer as coisas por você é porque senti na pele o que é tentar fazer pelos outros. E talvez eu possa acrescentar algo de bom na sua vida transmitindo essas experiências pra você. Fazer por você é tomar as rédeas da sua felicidade, é decidir o que te fará bem e arcar com qualquer consequência que isso traga – sinta orgulho em confiar em você.

Hoje eu sei que não posso querer ser a moça da revista, pois estou ocupada demais buscando ser cada vez mais eu mesma. Um pessoa que, assim como qualquer outra, é cheia de falhas e virtudes. Alguém que não se resume a um corpo, mas sim a tudo que pertence a ele, as dobrinhas que ele tem, os motivos por de trás das lágrimas que as vezes ele expele, as risadas que fazem as bochechas doerem, as estrias que marcaram cada fase de crescimento (da infância ou dos transtornos alimentares), as cicatrizes dos tombos que levei (visíveis ou não) e os olhos que já viram cada coisa doida!
Não é que eu esteja 100% satisfeita, mas é que neste meio tempo entre me amar ou me odiar, eu escolhi me orgulhar de tudo que eu sou.

amora
Eu me orgulho das marcas, das olheiras, dos arrepiados e até mesmo das curvas da barriga.
Um corpo é um corpo de todas as formas, seja qual for a forma que ele tem.

E ele é pode ser lindo do jeitinho que é.❣

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Beijos no coração,
Evelise Marques

 

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