Mon Amour

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É preciso dizer adeus

Postado por - 10/01/2017

Textos   2 comentários

adeus

Tenho adiado isso há dias, talvez por achar que não conseguiria, ou pior, por achar que consigo. Você foi uma das melhores, mais intensas e magnificas histórias que já me aconteceram e eu agradeço tanto por isso. Eu não agradeço apenas pelo fato de ter sido você, mas por ter acontecido algo tão mágico em minha vida. Foi na nossa profundeza que eu me enxerguei como alguém capaz de amar e me doar de um modo que jamais imaginaria que fosse. Eu, que sempre me torturei por não conseguir me entregar e mergulhar de cabeça em algo, finalmente descobri que sou capaz de amar.

Eu tenho evitado falar sobre o que sinto por você – ou mesmo sobre você – nos últimos tempos, pois no fundo nem eu mesma sei direito como agir (só você sabe sobre a minha tendência em confundir as coisas), cada dia eu acordo de um jeito. Este é um dos textos mais difíceis que já escrevi, mas se comparado com o fato de tentar te esquecer, ele acaba se tornando banal, tão fácil de ser criado, que é como se ele já estivesse pronto mesmo antes da gente se conhecer. Sabe, eu tenho saído por aí, bebendo um pouco pra buscar me distrair da tristeza que é não ter você. Acabei conhecendo pessoas novas e reconhecendo algumas antigas, percebi que existem sim outras dezenas de possibilidades por aí e me sinto mal por não conseguir me interessar verdadeiramente por alguém ainda – tem sido tudo tão automático.

Certo dia saí com alguém e foi assustador perceber que o sorriso dele me lembrou você, por um segundo perguntei pra mim mesma se você ainda continua sorrindo daquela mesma forma e me perguntei também se o sorriso que guardo aqui na lembrança realmente condiz a realidade do seu. Acho que nunca saberei a resposta, pois mesmo se eu te ver novamente, aquele sorriso jamais será igual – será apenas uma máscara do que já fomos.

Talvez você não tenha percebido a utopia que foi o fato de termos nos encontrado, mas tenho certeza que você percebe o quão único o que tivemos foi. Talvez você tenha apenas aparecido para inspirar meus textos tristes e se foi, quero agradecer por isso também, pois há muito tempo não escrevia tanto.

Sim, eu estou te deixando para trás, mas não é por não te amar, é porque amar sozinha é doloroso demais.

Eu sempre lembrarei de você em todos os cruzamentos de ruas após a meia noite, lembrei de você ao abrir um livro e pensar que nossa história deveria estar dentro de um e lembrarei também sempre que ouvir o som do motor de um carro antigo (pensarei se é você, – algumas vezes irei até a janela ver se realmente é – nunca é).

Lembrarei que é difícil encontrar alguém que entenda minhas ironias e olhares de um modo tão rápido quanto você entendeu e por mais bobo que pareça, socar o ombro de alguém ao ver um fusca azul nunca mais terá a mesma graça. Vou lembrar do cara que estava com as mãos tremulas ao me beijar pela primeira vez. Sempre que colocar um disco pra tocar, olhar para o teto e isso parecer o melhor de todos os programas, eu lembrarei.

E principalmente, lembrarei de você em todas as horas que me faltar coragem. 

É estranho perceber e ver que uma das últimas coisas que eu te falei, sobre meu medo de conseguir te esquecer, está se tornando realidade. Você bem sabe que por mais que eu queira, eu nunca fui de acreditar em amores eternos, mas saiba que você viverá eternamente em uma daquelas gavetas do meu cérebro em que guardo as coisas importantes.

Certa vez você me disse “Eu não queria que você fosse apenas uma lembrança”. Bem, saiba que você não será apenas isso pra mim, você foi calmaria e foi caos, uma confusão de emoções que eu desejava há tempos para poder me sentir realmente viva. Foi a oportunidade que eu precisava pra saber do que eu sou capaz. E nós? Bem, nós fomos uma música inacabada que se tornou bonita só pelo fato de ter sido pensada.

E se eu estou me libertado de você hoje, não é por não ter sido importante, é para poder dar espaço a novas histórias que, assim como a nossa, eu tenho certeza que serão incríveis. – afinal, eu sou apenas uma criatura louca que senta ao lado de estranhos e compartilha devaneios.

“Apenas isso, o amor é uma névoa que
queima com a primeira luz de realidade.”
– Charles Bukowski

Brownie vegano e sem glúten

Postado por - 10/12/2016

Culinária   2 comentários

browniedaeve02

Sim, você leu o título corretamente e sim, é possível se lambuzar sem (quase) peso nenhum na consciência! Como contei neste post aqui, desde agosto venho mudando meus hábitos alimentares e buscados opções mais saudáveis para minha vida. Eu resolvi diminuir boa parte do consumo de glúten da minha habitual dieta, assim como o do leite e seus derivados.

Quem opta (ou é obrigado a) ter uma alimentação restrita sabe que, apesar de o mercado estar em ascensão, é difícil encontrar produtos veganos AND sem glúten por aí, então eu resolvi improvisar. Eu nunca consegui acertar meus bolos com as receitas de “faça você mesmo sua farinha sem glúten”, então, usei uma misturinha pronta. Quero destacar aqui que eu nunca havia tentado está receita e, apesar de ser difícil algo com chocolate ficar ruim, o resultado me surpreendeu muito! Sério, eu não achei que ficaria tão bom!

Outra coisa que quero destacar aqui é que agora também tenho um canal no YouTube (uhm, vlogueira) e este é o segundo vídeo que vou postar lá. É a primeira vez que gravo uma receita – na realidade foram duas, mas a segunda ficará para outro post – e tenho zero experiência em edição de vídeos. Então, perdoem minha “amadorice” (e minha bacia verde) e não desistam de mim. ❣

Ingredientes:

1 xícara e 1/2 de farinha sem glúten
(usei uma misturinha da marca Aminna)

1 xícara e 1/2 de açúcar orgânico (ou demerara)

1 xícara e 1/2 de água em temperatura ambiente

1/2 xícara de cacau em pó

3/4 de xícara de óleo vegetal

1 col. de café de sal (usei o rosa do himalaia)

1 col. de sobremesa de fermento em pó

1 col. de café de canela em pó

1 col. e 1/2 de sobremesa de aveia 

1 col. de sobremesa de chia

Castanhas à sua escolha
(usei um pacotinho de remix de chocolate da marca Mãe Terra)

Papel manteiga e/ou guardanapo para untar

Modo de preparo:

Preaqueça o forno a 180º. Em um recipiente grande, misture todos os ingredientes secos (farinha, açúcar, cacau, sal, canela e fermento) . Acrescente o óleo vegetal, misture e vá adicionando água aos poucos. Depois da massa bem misturada, acrescente a aveia, chia e as castanhas (no meu caso, o mix). Depois é só despejar tudo em uma forma já untada e assar por cerca de 35 minutos. E voilà, seu brownie suculento, vegano e gluten-free estará pronto!

Viu como é fácil?! Lembrando que a receita, apesar de reduzida, leva açúcar e óleo vegetal (que podem ser substituídos por opções mais saudáveis ainda, como o óleo de coco, por exemplo), ou seja, ela não dá o tão sonhado passe-livre pra dieta. Então, aproveita pra fazer ela e chamar quem você gosta pra dividir com você – pode dividir comigo também.

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Playlist para relaxar e ficar “de boa”

Postado por - 06/12/2016

Música   0 comentários

everelax

Tem horas que tudo que precisamos é apertar o pause da vida e relaxar, principalmente no final do ano. Nem sempre isso é possível exatamente quando queremos, mas certamente é algo necessário. Buscar um pouquinho de paz interior acalma a alma e melhor, revigora o corpo.

Existem várias maneiras de buscar essa paz, entre minhas preferidas estão entrar em contato com a natureza, meditar sobre a vida e escutar músicas que passam aquela sensação que nos deixam “na boa”, sabem? Por isso criei uma playlist especial chamada “DEBOÍSMO” lá no Spotify, e resolvi compartilhá-la aqui com você que, assim como eu, é adepto da prática “deboísta” ou está precisando dela na vida.

Eu juro que tentei me controlar na quantidade de músicas escolhidas, mas falhei bravamente. De qualquer modo, é sempre bom termos muitas opções, pois música nunca é demais. Você pode estar ouvindo a playlist aqui ou dando o play logo abaixo. :)

Espero que vocês gostem e se sintam mais relaxados com minhas escolhas (aceito sugestões). Me acompanhe também nas redes sociais:

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Por uma vida mais equilibrada e saudável

Postado por - 01/12/2016

Saúde   3 comentários

amorproprio

De um tempo pra cá eu venho repensando e questionando os porquês de muitos dos meus “quereres”. Às vezes queremos tanto fugir de nós mesmos e temos tanto medo de nos encararmos, que acabamos por nos auto-destruirmos, mesmo que sem querer. Eu comecei a fazer isso de uma maneira quase imperceptível, primeiro trabalhando demais, consequentemente me estressando e, em seguida, comendo demais e exagerando até mesmo na bebida alcoólica. Tudo que eu ganhava como resultado do trabalho, era gasto com comida e bebidas nada saudáveis. O resultado pôde ser dado não muito depois: quilos e mais quilos a mais na balança. Com o tempo, acabei percebendo que eu estava me refugiando tanto no externo que acabei deixando meu eu interior de lado e, isto, meus amigos, é uma das piores ações que se pode fazer contra si.

Se tem uma coisa que aprendi de uns tempos pra cá é que, não adianta tentar fugir de si mesmo, uma hora ou outra você terá apenas duas opções: ou você terá que parar e repensar seus erros e com isso, acabará percebendo que o autoconhecimento é algo que é e sempre será indispensável em sua vida, ou você irá descobrir que a própria vida pode te mostrar isso da pior forma. E vocês sabem o quanto a vida pode ser dura ao querer te mostrar o “ponto de vista dela”, né?! Infelizmente, acabei “escolhendo” a segunda opção e acabei inundada pelas minhas próprias confusões mentais, estresse e consequentemente, baixa da minha imunidade. Eu constantemente pegava resfriados e vivia com dores de cabeça (e olha que sou vegetariana, ex-estudante de nutrição e filha de  Naturopata – mas né, a gente nunca escuta nossos pais).

Eu sou bastante alta, tenho 1,76m e às vezes fica difícil perceber quando engordo. Conforme meu peso foi aumentando as roupas começaram a apertar, é claro, mas foi só quando subi numa balança que passei a ter noção do quanto, 18kg pra ser exata. Eu que sempre estive entre 73kg e 74kg, passei a ter, acreditem, 91kg. Depois desse susto resolvi tomar uma atitude, não só por questões estéticas, mas por questões de saúde mesmo, pois eu estava me sentindo mal há algum tempo, faltava fôlego, comecei a ter espinhas (coisa que quase não tinha nem na adolescência), meu humor se alterava e eu ficava irritada do nada – fora as dores de cabeça e resfriados constantes como falei antes. As mudanças começaram em agosto deste ano, quando, então, recorri à ajuda do meu pai que me indicou não só uma mudança no meu estilo de vida como também à fazer uma destoxificação. Também chamada limpeza orgânica, eu fiz o Programa Kriyá, que além de eliminar toxinas auxilia na reposição de muitos nutrientes. Lembrando que eu não sou uma profissional da área da saúde e estou compartilhando aqui apenas a minha experiência baseada no meu caso clínico.

Apesar de todos sabermos que não há segredo milagroso para uma vida saudável, senão manter uma alimentação balanceada e exercícios, a presença de um acompanhamento de um profissional é indispensável, pois cada caso é um caso. Eu, por exemplo, descobri a partir de testes/anotações diárias algumas coisas que não me fazem bem, como o glúten – ele me deixa inchada e com uma sensação pesada no estômago. Depois de fazer a desintoxicação, que durou 7 dias, eu me senti bem mais apta a “pegar no tranco”, eu perdi muito da minha vontade de comer porcarias, minhas dores de cabeça praticamente sumiram e, felizmente, eliminei cerca de 4kg. Após isso, resolvi fazer uma reeducação alimentar com o auxílio de uma nutricionista, passei a diminuir o consumo daquilo que vinha me fazendo mal, cortei muito do açúcar que consumia (não tomo mais no café, por exemplo), deixei o glúten de lado por um longo período (hoje me permito nos fins de semana) e diminui bastante do meu consumo de laticínios.

Eu comecei devagarinho com os exercícios físicos, dando voltas de bicicleta e caminhando por aí e, mesmo assim já estou me sentindo muito bem com o resultado. Afinal, em cerca de menos de 4 meses, estou recuperando minha força física, estou mais bem disposta, minha pele e cabelos estão mais saudáveis, nunca mais peguei gripe e pra felicidade das minhas roupas, perdi quase 10kg no total – até agora. Estou escrevendo este post aqui hoje pra te inspirar e dizer que se realmente queremos, é possível mudar sim. Não é algo fácil mas, com certeza, é gratificante.

Como todos sabem sou propagadora do amor próprio, então, jamais iria impor alguma “ditadura da magreza” aqui no blog e é justamente por ser pró ao amor à nós mesmos que estou escrevendo este post. A partir do momento que resolvemos mudar nosso estilo de vida, temos que buscar essa mudança não só no parâmetro exterior, não é estética, mas também sabendo dos benefícios que elas irão nos trazer – emagrecer é consequência. Eu passei a me alimentar de uma forma que trará benefícios não só no presente para meu corpo, mas no futuro principalmente.

Eu sei que nunca serei uma Gisele da vida, até porque minha genética não ajuda e estou super de bem com isso. Prefiro mil vezes ser como sou do que ficar sem chocolate. Eu sempre me permito tomar uma cervejinha uma vez ou outra na semana e comer um brigadeiro com pipoca (vício) às vezes, pois como costumo dizer, é tudo questão de equilíbrio. O que devemos levar em mente é que, assim como tudo na vida, o que fizermos hoje terá consequências lá na frente, então nada melhor do que tentar evitar as ruins. E se você, assim como eu, se ama, não há nada mais justo que cuidar desta “casa” em que vive, seu corpo. Você vai perceber que só tem a ganhar com isso. Está semana eu comecei a frequentar a academia, pela terceira vez na vida, e espero me acertar com ela desta vez, haha. Se vocês gostarem, logo postarei mais alguma coisas sobre o assunto.

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