Mon Amour

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C’est la vie – Página dois

Postado por - 07/03/2013

C'est la vie, Textos   2 comentários

theroadishome.com4

Todas as manhãs é a mesma coisa, acordo com a sensação de que vou me virar na cama e ver os olhos dele, sentir seu toque em minha pele. Não, não é assim, a realidade me puxa de volta e é só mais uma manhã qualquer. “A vida continua” disseram pra mim, então eu levanto, me arrumo e saio de casa. No caminho para o trabalho passo na padaria da esquina, aquela com os pães de queijo que ele me trazia na cama aos domingos pela manhã, pego um café e sigo viagem. No caminho, já dentro do metrô, encontro com pessoas estranhas, algumas têm olhos tristes, algumas mal acordaram ainda, umas voltam para casa e entre elas um casal, eles parecem felizes. Não há como evitar, parece que quanto menos eu tento pensar no assunto mais o “assunto” me persegue.

No trabalho as coisas passam pela minha mente como em um filme, lá estou eu no automático novamente. Recebo uma mensagem pelo celular, por volta das 11 horas da manhã, é ele e quer me encontrar, diz que sente minha falta e pergunta se podemos ser amigos. Eu não quero ser sua amiga, mas eu aceito encontrá-lo de qualquer forma, afinal, também sinto sua falta. Chegada a hora eu nem acredito, meu coração está palpitando, minhas mãos meio suadas, lá está ele, eu sorrio. Percebo que está um pouco diferente do que a última vez, seus cabelos e sua barba estão maiores. Ele me cumprimenta com um abraço, queria que durasse para sempre. Escolhemos um restaurante próximo, aí eu percebo que não foram apenas seus cabelos e sua barba que mudaram, ele está diferente também, parece feliz, mas está escondendo algo.

Durante todo o tempo da conversa, foram raros os momentos que me fizeram recordar de nós, nossas piadas, nossos momentos, mas quando eles aconteciam, eu simplesmente fechava os olhos por alguns segundos, entre uma risada e outra, para tentar fazer com que durassem mais. Minha intuição estava tentando me avisar de algo, mas meu coração bobo tentava ignorar. Meu horário de almoço estava quase acabando. “Eu preciso te contar uma coisa” disse ele, foi então que eu “caí” da minha bolha, sua expressão mudou completamente, vinha coisa ruim por aí. “Estou vendo uma pessoa” ele disse e aquelas palavras cortaram como faca, é como se meu mundo tivesse caído, ainda mais. É natural ele seguir em frente após dois meses, eu sabia que uma hora isso aconteceria, mas não consigo aceitar o fato de outra pessoa estar em seus braços. Eu precisava sair dali, eu não podia chorar na frente dele, então eu disse “tenho que voltar ao trabalho”, ele compreendeu o que eu realmente quis dizer. Então me acompanhou até lá, eu fui fria, virei às costas e estava indo embora quando ele gritou “hey!” não tive como ignorar, voltei até ele, o abracei e disse “espero que você esteja feliz” e uma lágrima escorreu pelo meu olho.

ps: caso você tenha perdido a primeira parte é só clicar aqui e para descobrir a fonte da imagem é só clicar nela. E se preparem por que amanhã tem surpresa no blog! :D

Beijos e até logo,

Eve.

2 respostas para “C’est la vie – Página dois”

  1. Monica Lisboa disse:

    Gostei do texto, estou tentando escrever um romance, mas pra mim é o tipo mais difícil de ser escrito haha.
    Boas palavras.

    Beijos.
    http://www.estounanoia.blogspot.com

    • Evelise disse:

      Que bom que gostou :)
      Eu sempre tento me desligar do mundo quando escrevo, coloco meus fones e uma música levinha e escrevo sem parar, ajuda muito.
      ;*

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