Mon Amour

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Diga aos Lobos Que Estou em Casa

Postado por - 18/02/2015

Biblioteca   4 comentários

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Olá, pessoal!

Posso dizer que “Diga aos Lobos Que Estou em Casa”, livro de estreia de Carol Rifka Brunt, me chamou atenção, a princípio, pela capa. Encontrei um exemplar exposto num mercado aqui perto de casa, nunca havia ouvido falar dele, mas assim que o vi, fui correndo pesquisar sobre, li a sinopse e tive que comprá-lo na hora!

No ano de 1987, June Elbus tem 14 anos, é um pouco “grande” (como costuma dizer) e apenas uma pessoa no mundo a entende, seu tio Finn, um famoso pintor. Finn é soropositivo e está com sua doença muito avançada, chegando ao estágio final de sua vida. Ao saber da gravidade de sua doença, Finn se oferece para pintar um último retrato, o de June com sua irmã Greta (com quem ela não tem uma boa relação). As duas passam a ir quase todos os fins de semana a casa do tio, que fica cada dia mais fraco e derrotado pela AIDS.

Para tentar fugir dos problemas June gosta de passar o tempo num bosque que fica próximo a sua casa, ela veste as botas marrons que seu tio deu para ela e lá finge estar na Idade Média, onde se imagina perdida na floresta. Apesar de June ter apenas 14 anos, ela é uma personagem bastante inteligente para sua idade e  demonstra um grande desenvolvimento ao longo da história. Ela não imagina, mas algumas surpresas a esperam ao longo da história.

 “Acho que estou naquele grupo bem pequeno de pessoas que não estão esperando que sua própria história se desenrole. Se minha vida fosse um filme, eu já teria saído do cinema.”

Finn é o tipo de pessoa que fica feliz em saber até sobre os “pedaços” mais bobos de alguém, consegue deixar June empolgada a dividir quase qualquer pensamento com ele, exceto o de ela sentir que está apaixonada por ele. Confesso que pra mim, num primeiro momento, isso foi um pouco incomodativo, creio que por sair da minha zona de conforto. Mas a partir do desenvolvimento da história é possível enxergar que essa paixão é totalmente inocente e puro.

“Havia alguma coisa tão elétrica naquilo. Tão perigosa. Aqueles pequenos toques eram tudo. Eu vivia para eles. Você pode construir um mundo inteiro em volta dos menores toques. Sabia disso? Consegue imaginar?”

Finn consegue finalizar o retrato e não muito tempo depois falece. A chegada da morte de Finn faz com que o mundo de June caia, pois ela imagina que agora está sozinha no mundo. No funeral de seu tio, um homem estranho tenta se aproximar, mas é claramente recebido com desprezo por sua mãe. June ainda não sabe, mas o homem desconhecido é Toby, companheiro (e viúvo) de seu tio. Após alguns dias do funeral, June recebe um pacote estranho pelo correio, nele está o bule que pertencia ao seu tio com um bilhete de Toby pedindo que ela o encontre.

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“Eu entendia que quase qualquer coisa no mundo podia nos fazer lembrar de Finn. Trens, ou Nova York, ou plantas, ou livros, ou biscoitos macios e doces em preto e branco, ou um cara no Central Park tocando polca na gaita e no violino ao mesmo tempo. Coisas que você nunca vira com Finn podiam fazê-lo se lembrar dele, porque ele seria a pessoa para quem você quereria mostrar aquilo. ‘Olhe só’, você gostaria de dizer, porque sabia que ele encontraria uma maneira de achar maravilhoso. De fazê-lo se sentir a pessoa mais observadora do mundo por ter visto aquilo.”

Eu adorei esse livro justamente pelo crescimento dos personagens e pela linguagem que apesar de simples, faz com que o leitor tenha bastante envolvimento com a história. É um livro bastante detalhista e ao mesmo tempo simplista, ou seja, ele não revela detalhe por detalhe do cenário, mas o suficiente pra você ampliar sua imaginação. Descobrir todo o significado que há no simples título “Diga aos Lobos que Estou em Casa” é magnífico!

Eu com toda certeza recomendo esse livro pra quem quer fugir um pouco do estilo romântico, mas sem deixar o romance de lado. Esse é um desses livros que nos ensinam o poder do amor, da amizade e da superação.

E você, já leu ou quer ler esse livro? Tem algum pra me recomendar?

Beijos e até logo,

Eve ♥

4 respostas para “Diga aos Lobos Que Estou em Casa”

  1. Oie! Tudo querida? Wooooooooww, amei a resenha! Muito bem escrita! E sabe, sou mega suspeita para falar desse livro. Imagina só, fiz uma tatuagem em homenagem à ele para sempre me lembrar de tudo que aprendi nessa história MARAVILHOSA, que não me cansa nunca. Tanto June, quanto Toby, Greta e Finn tocaram fundo no meu coração e me transformaram numa pessoa diferente, jamais vou esquece-los ♡
    Beijos!

    • Evelise disse:

      Tudo bem sim e contigo? Fico felizona que tu tenha gostado! Obrigada!
      O que você fez de tatuagem? Este livro também entrou para minha lista de melhores.
      A história é amor puro. Também aprendi bastante com ela :)
      Adorei cada essência dos personagens.
      <3

  2. Eve, o título do livro já é de saída, grandioso e enigmático. Que linda história, adorei. Fiquei curiosa para lê-lo. Eu te indicaria a Menina que Roubava Livros, super interessante.

    Bjos,
    http://blogdmulheres.blogspot.com.br/

    • Evelise disse:

      Verdade, Sheyla. :) Leia sim, você irá gostar.
      Li A Menina Que Roubava Livro há alguns anos e adorei. Acho que nunca chorei tanto lendo, haha. É triste e lindo demais!
      ;*

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