Mon Amour

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Lembrei

Postado por - 21/01/2016

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Hoje escutei uma música que em um determinado momento a letra era “Porque não damos mais uma chance para o amor? Porque não damos amor?” Já havia escutado essa música milhares de vezes em minha vida, mas hoje ela foi diferente. Essa pequena frase me fez ficar pensando sobre muitos momentos de minha vida e minhas relações.

Lembrei de meus amigos e amigas que reclamam sobre como as pessoas hoje em dia não querem nada com nada querem apenas sexo (não que isso seja algo ruim), mas esses meus próprios amigos acabam se fechando em seus próprios mundos.

Lembrei também de como hoje tudo é produto, tudo é  uma mercadoria. Você não encontra uma pessoa, ou alguém que talvez possa ser mais do que amigos, você encontra sua próxima transa. Sem precisar conversar sem nada, apenas uma trepada e partiu pra próxima (o).

Lembrei que aparências importam, seu instagram importa mais do que sua mãe, pai, avô. Se você não atualizar, será o fim do mundo.

Lembrei que nós não nos preocupamos mais em viver hoje, e necessário registrar cada momento e com um ótimo filtro e com ótimas roupas e uma ótima cara, pois ficara para sempre em algum post da internet.

Lembrei também que se você não esta dentro de um padrão mundial, você será ensinado a se odiar o dia todo. Se caso você for diferente e querer não se odiar, querida(o) você incomodará muita gente e essas pessoas não irão desistir até você se odiar.

Lembrei também que eu amei um dia e fui amada, mas como a vida é uma comédia, eu falei para mim mesma que não era amor, porque o único amor que eu preciso na minha vida é o meu próprio e a minha vontade de seguir meus sonhos.

Lembrei que este amor que uma vez recebi, não voltará mais. Pois esse amor foi engolido pelo mar.

Lembrei também que amar dói, não alimenta, não faz nada acontecer.

Lembrei que sem amor eu não estaria aqui.

Lembrei que drogas pode ser amor, mas infelizmente elas acabam, ou você acaba.

Lembrei que as pessoas acham que relacionamento é sinônimo de sofrimento, que para você ter um relacionamento você precisa ter desconfiança, ciúmes, brigas que terminam em sexo selvagem.

Lembrei que apesar de tudo na minha vida, eu ainda quero amar mais. Eu sou movida por amor.

Lembrei que o mundo não muda se eu não mudar primeiro.

Lembrei que eu poderia ter escrito um texto falando sobre os porquês que deixamos de amar ao próximo cada vez mais, e amamos mais nos mesmo a ponto de apenas nossos interesses serem válidos.

Lembrei que sou considerada idiota por continuar amando, que as pessoas geralmente riem de quem demostra amor em forma de carinho.

Lembrei que o amor e inevitável.

Lembrei que não irei escrever mais amor, por favor.

Lembrei de lembrar em ser capaz de dar mais chance ao amor.

Lembrei que é difícil viver com amor mas também impossível viver sem.

Lembrei que para mim é fácil falar de amor ainda mais quem sempre teve tudo o que queria, quero ver falar de amor para quem passa fome, frio….

Lembrei que amor não é algo dito, mas sim algo feito.

Lembrei que esqueci sobre.

Então eu lembrei o que é o amor.

Com amor.  Alice D.

*Este texto foi escrito por uma colaboradora anônima, que por motivos de “proteção aos inocentes” teve o nome alterado, haha.

Imagem de Theó Gosselin

Paçoquita caseira e “saudável”

Postado por - 13/01/2016

Culinária   1 comentário

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Você já deve ter experimentado ou ao menos ter ouvido falar nessa delícia; o creme de amendoim. E hoje irei te ensinar a fazer uma versão caseira, com menos açúcar e com uma gordura mais saudável, que fica tão saborosa quanto a original. É extremamente importante que o amendoim venha de uma procedência confiável e, se você preferir, de uma fonte mais “natural”, pois, pra quem não sabe, o amendoim pode conter uma substância tóxica para nosso organismo, a aflatoxina. Fora isso, é só alegria! Hahah

Vamos pôr na mão na massa!

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Ingredientes:

300g de amendoim
3 colheres de óleo ou gordura de coco
3 colheres de açúcar demerara (ou outro adoçante de sua preferência)
1 pitada de sal

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Modo de preparo:

Torre o amendoim por cerca de 15 a 20 minutos, deixe esfriar por alguns minutos. Após os amendoins estarem mornos ou em temperatura ambiente, coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata. No começo vai parecer que a mistura nunca irá ficar cremosa, mas não se preocupe, conforme os amendoins irão sendo triturados, eles irão soltar um pouco de suas próprias gorduras.

Lembre-se; quanto mais você bater, mais cremoso irá ficar. Se você não tiver muita paciência, pode adicionar um pouco mais de óleo, isso irá apressar um pouco do processo. Transfira para um recipiente de vidro e pronto! Você acaba de fazer seu próprio creme de amendoim (ou a famosa Paçoquita) em casa e de uma maneira menos agressiva ao seu organismo. Só não vai abusar, pois essa delícia, mesmo por ser feita de uma maneira mais “light”, ainda contém bastante calorias.

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Espero que você tenha gostado e faça bom proveito dessa receita, testa aí e depois me conta o que achou!

Beijos e até logo,

Eve

5 livros que você precisa ler nas férias

Postado por - 07/01/2016

Biblioteca   2 comentários

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Olá, pessoas! Para comemorar o Dia do Leitor e o fato de muitas pessoas estarem de férias (do trabalho e/ou da aula) resolvi criar uma lista de livros leitura fáceis e tranquilas, do jeitinho que as férias merecem. Você vai rir e chorar com as histórias citadas na lista e, mesmo que não esteja de férias, conseguir viajar sem sair do lugar. Confira:

Claros sinais de loucura – Conta a história de Sarah Nelson, uma garotinha muito simpática e meiga que coleciona “palavras-problema” em seu diário, considera uma planta como sua melhor amiga e busca constantemente por possíveis sinais de sua loucura. Esse último item é graças ao histórico de sua vida, sua mãe foi internada em um hospital psiquiátrico após afogar ela e seu irmão gêmeos ainda quando bebês, Sarah sobreviveu, mas o irmão não teve a mesma sorte. Depois do ocorrido o pai se tornou totalmente ausente e quase sempre bêbado. Apreensiva com a chegada do verão onde completará 12 anos, Sarah busca a solução para o fato de nunca ter beijado e com o trabalho em que terá que apresentar sua árvore genealógica. Resenha

A probabilidade estatística do amor – Uma história contada em apenas 24 horas sobre amor e família. Hadley está indo dos Estados Unidos para à Inglaterra pela primeira vez, isso seria bastante empolgante não fosse o fato de ela estar indo para – o que acredita ser – a “destruição” de sua família, o casamento do pai com uma nova mulher. Por se atrasar 4 minutos, Hadley pode não ter mudado o rumo dessa história, mas pode ter tornado sua vida bem mais interessante ao conhecer Oliver no aeroporto. Os dois pegam o mesmo voo, os dois conversam sobre tudo e começam a perceber que o tempo pode se tornar algo essencialmente relativo.

Eleanor & Park – A trama gira em torno do casal principal que dá título ao livro. Eleanor é uma garota que se vê como “grande” e que vive uma vida bastante conturbada tanto na escola, onde sofre bullying, tanto em casa, onde convive com sua família problemática. Park é um descendente de coreanos apaixonada por música e hq’s. Os dois iniciam conversas no ônibus, com certa relutância no inicio, onde discutem assuntos como Watchmen e X-Men. Essa não é simplesmente uma história de amor, mas sobre o primeiro amor, o que faz com que o leitor seja levado de volta aos momentos de “borboletas no estômago” que a primeira paixão pode trazer. Resenha

Diga aos lobos que estou em casa – Uma história de luto, renovação, amadurecimento e o poder da amizade. Em 1987 June tem 15 anos e é uma garota tímida, que se sente distante em relação a irmã e que possui uma única pessoa no mundo em que ela consegue ser ela mesma, seu tio Finn, um renomado artista que sofre de uma doença em qual a mãe não quer falar. Após a morte do tio, seu mundo vira de ponta cabeça, porém a vida prepara uma surpresa para June e um laço de amizade surge de onde ela menos esperava. Apesar de ter mais de 450 páginas, o livro é de fácil leitura, pois a história é totalmente envolvente. Resenha

Extraordinário – Esse é um dos livros mais bonitinhos dos últimos tempo, pois contém mensagens imensamente bonitas sobre amor, aceitação, amizades e muitos outros tópicos. August (Auggie) é um garoto um pouco diferente, pois nasceu com uma síndrome genética que lhe fez nascer com uma deformidade facial. Ele sempre estudou em casa, mas prestes a mudar isso, pede para seus pais o matricularem em uma escola de Nova York, já não bastasse ter que lidar com o fato de ser o “aluno novo”, Auggie terá que mostrar que, apesar de sua aparência é um menino igual a todos.

Você já leu algum desses livros? Tem algum pra me recomendar?

Beijos e feliz 2016 pra todos vocês,

Eve ♥

Deserto de Ossos

Postado por - 25/12/2015

Biblioteca   0 comentários

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Sinopse: Em 1915, o massacre de milhares de armênios, perpetrado pelos turcos, tingiu para sempre as areias do deserto sírio com o sangue e os ossos de uma civilização inteira. Em meio a esse cenário desolador, Armen Petrosian, um jovem engenheiro armênio que perdeu a esposa e a filha, e Elizabeth Endicott, uma rica jovem americana, se apaixonam. Mas antes de assumir o que sentem, eles se separam quando Armen se alista no exército britânico e Elizabeth vai trabalhar como voluntária. Ambos testemunharão atrocidades que os marcarão para sempre antes que possam se reencontrar. Quase um século depois, às vésperas do centenário do genocídio, a neta do casal, Laura, embarca em uma jornada pela história de sua família, descobrindo uma história de amor, perda e um delicado segredo que ficou soterrado por gerações. 

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Chris Bohjalian é descendente de Armênios e um romancista de renome nascido nos Estados Unidos, o autor coleciona atualmente 15 livros publicados em vários países, entre eles Deserto de Ossos.

O livro, publicado no Brasil pela editora Companhia Nacional, procura com que, através da história de amor de Armen Petrosian e Elizabeth Endicott, o leitor questione como um milhão e meio de pessoas morreram em um dos maiores genocídios da história, “sem que ninguém tenha visto”. 

Dividido em duas partes, o livro nos apresenta passagens do passado, baseada em cartas escritas por Elizabeth à Armen, um diário e documentos enviados na época de 1915 aos Amigos da Armêniaonde onde os tempos são de guerra e luta pela sobrevivência, e através da narração no presente de Laura, neta do casal principal.

De um modo tocante a história de um dos maiores genocídios da história em um cenário marcado por sangue e ossos nos é apresentados. Um livro singelo que faz com que o leitor se transporte a sentir uma pequena porcentagem do que os armênios passaram do modo mais intenso possível.

São 344 páginas de pura intensidade e despertar da curiosidade. Como a maioria dos livros da editora, Deserto de Ossos é um livro de ótima qualidade, tem 24x17cm que é um tamanho um pouco maior que a maioria dos livros comuns, o que faz com que a fonte torne o livro bastante legível e possui folhas grossas e amareladas, do jeito que eu adoro.

Apesar desse tipo narrativa ser um pouco pesada, ela não peca em ser bastante emocionante, eu indico até mesmo pra quem não gosta muito de temas históricos ou está começando a se aventurar nesse mundo de livros sobre guerras e demais conflitos, pois o assunto é tratado aqui de uma forma menos agressiva. É uma leitura muito gostosa e que consegue prender o leitor. :)

Beijos e até logo,

Eve